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Naturalismo

Segundo o naturalismo a natureza é tudo o que existe, a base de tudo.

Não existe sobrenatural, deuses, mundos paralelos nem espirituais. Inferno e paraíso são inexistentes. Tudo isso é uma criação fantasiosa do homem.

Quem defende o naturalismo defende que o que rege o mundo são as forças da natureza, tudo é influenciado por ela (natureza). São as suas leis que devem guiar as acções do ser humano, tal como conduzem as dos animais e restantes seres vivos. 

De mudança em mudança, evolução em evolução é das peculiaridades, particularidades, forças, contrastes e influencias da natureza que o o comportamento se molda, se estrutura o universo. É com base na natureza e sua influencia sobre toda a matéria que a evolução se rege. 

 

O naturalismo é a base da Religião da Humanidade que se caracteriza pela negação do sobre-humano, do sobrenatural. Só o homem existe, nada além dele e da natureza. Também é conhecido como o positivismo religioso.

 

O estado teológico ou fictício é considerado o começo da inteligência humana.

O estado metafísico ou abstracto é o estado intermédio, das mudanças...

O estado científico ou positivo é o últumo estado, da racionalidade. 

 

Estes são os 3 estados em que se pode catalogar o conhecimento.

 

Agostinho de Hipona

https://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_de_Hipona

 

 

Segundo Agostinho, antes da queda da humanidade (pecado original) o corpo e a alma eram um só. Depois passaram a guerrear-se... o corpo é palpável e a alma é substância, parte da razão sendo por isso superior ao corpo. 

Considerava o aborto um crime...porque acreditava que a partir da concepção a alma era recebida.

Agostinho rejeitava a imortalidade... e contestava os 7 dias que Deus demorara a criar o universo...Agostinho afirmava que tudo havia sido criado de uma só vez, ao mesmo tempo!

 

Sobre a alma e o destino Agostinho defendia que era na morte que o seu (alma) destino eterno era traçado: fogo do purgatório, que purifica quem morre com a comunhão com a Igreja feita, ou ... caso contrário... nada a fazer. 

 

Adão e Eva nunca foram imortais... sempre foram mortais. 

E o pecado original foi uma escorregadela idiota...ou um acto de orgulho... Teimosia.. desodediência! Nada mais.. não foi a serpente mas o egoísmo humano que os fez pecar.. mas foi a serpente que lhes inseriu a raiz do mal que lhes deu a semente desse comportamento estúpido.

Foi esta semente do mal que influenciou o homem: despoletou a sua libido, o desejo sexual.. afectando irremediavelmente a inteligência e a vontade humanas!! Uma desobiência da carne (corpo/mulher) face ao espírito (vontade/racional/homem).

 

Sexualidade humana:

O casamento permitia a cura da sexualidade humana (que significava a conquista da virtude da continência), porém a sua redenção apenas seria completa com a ressureição do corpo. 

Agostinho não via o acto sexual como sujo e imoral em si. O que o tornavam imoral eram as emoções que o acompanhavam. Puro era o amor... impuro era o desejo. O amor deve negar o prazer egoísta, subjugando o desejo corporal em nome de deus (que coisa sádica...).

Controverso em relação às mulheres Agostinho afirmava que as virgens estupradas eram inocentes porque não tinham intenção de pecar... porém! a ereção masculina, apesar de igualmente involuntária, era um pecado. E quem é que devia penar para que tal não acontecesse? As mulheres.. a solução para evitar a eração masculina e que o homem pecasse involuntáriamente era (já que não conseguiam controlar a ereção) castrar as mulheres!

Boa! Controlar as mulheres porque elas conseguiam influenciar os homens...

Até porque o pecado original se devia ao homem (espírito, racional) não ter controlado a mulher (carne, vontade).

 

Pecado original: 

Agostinho tinha duas visões, inicialmente acreditava que o pecado era herdade pela humanidade e, posteriormente firmou-se que o pecado original era transmitido pela concupiscência sendo esta última a paixão do corpor e da alma que fragiliza a liberdade da vontade e atira a humanidade num estado de "massa damnata" (massa condenada).

Porém algumas pessoas eram escolhidas por deus que as redimia, predestinando-as à conversão, evitando que caíssem em pecado.

Outra coisa: porque pecou Adão? Por um acto de gentileza para com Eva, para que ela não ficasse sozinha... (a sério? ou seria porque senão não conseguia acasalar?)

Já Eva pecou porque era menos racional e não se conseguia controlar... porque era influenciável... (oops.. onde é que já lemos isto antes? ah sim, Adão que também era influenciável... pela mulher... falta de auto-controle na ereção... hum...Agostinho.... Agostinho...)

 

Sobre os judeus:

Agostinho acreditava que eram um povo eleito por deus que se iria converter ao cristianismo no fim dos tempos.

Escolástica

https://pt.wikipedia.org/wiki/Escol%C3%A1stica

 

A escolástica surgiu da mistura da fé cristã com o racionalismo. Centrava-se no exercício da dialética como forma de criar conhecimento e eliminar as contradições.

Visando responder às necessidades da Igreja católica, a escolástica visava satisfazer a fé... melhor dizendo, era utilizada para calar as perguntas indesejadas e argumentar no sentido almejado. Era uma filosofia aprofundada ou uma forma de aprofundar a filosofia cristã.

Serviu como equilibrante... equilibrou a fé, abalada com as influências judaicas, com os desenvolvimentos ao nível da filosofia. 

Sofrendo influências neoplatónicas e aristotélicas, tem valores assentes na espiritualidade, porém reinterpretados de acordo com a visão da Igreja. 

A escolástica junta no mesmo saco a fé com a razão. É uma mistura potente que divide opiniões: uns dão primazia à fé (Agostinho) e outros à razão (Tomás de Aquino) enquanto fios condutores da escolástica.

Porém nunca há uma subordinação a nenhuma das duas correntes: há tendências...

 

P.S.: Aquilo que é designado por neoescolástica é o revivalismo da escolástica tradicional (ligada à Igreja e a Tomás de Aquino) em conjunto com uma escola de pensamento nova proveniente da Igreja Católica (visando uma nova fusão entre a fé e a racionalidade, porém desta vez a moderna). O surgimento da neoescolástica, a versão moderna da escolástica, teve o consentimento Papal. As suas bases são o objectivismo e o realismo, desprezando o relativismo e o idealismo.

 

São Tomás de Aquino e o tomismo

http://www.infoescola.com/filosofia/tomismo/

 

Tomismo:

 

Aliando a lógica com a razão (de raíz aristotélica) com a fé cristã, a filosofia de Aquino consiste na metafísica conjugada com a teologia. 

Tomás dizia que a metafísica só não poderia explicar o dogma religioso sem a teologia. De resto.. eram compatíveis.

Segundo o tomismo a alma é a vida do corpo. A alma seria imortal, única e subsistente. Por isso o homem era um ser de luz, divino: isso é natural e racional. 

 

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tom%C3%A1s_de_Aquino

 

Segundo Aquino, o conhecimento da verdade necessita de esclarecimento divino. No entanto algumas coisas o homem compreende naturalmente graças à percepção dessas coisas através dos sentidos: a luz que é inteligível permite conhecer a existência do inteligível e que outras coisas são inteligíveis.

 

 

A ética de Tomás de Aquino se baseia no conceito dos "princípios primeiros da ação"[62] . Na "Suma", ele escreveu:

Virtude denota uma certa perfeição de um poder. Agora a perfeição de algo é considerada principalmente em relação à sua finalidade. Mas a finalidade do poder é ato. Por isso diz-se que um poder é perfeito na medida que é determinante para seu ato
 
Suma Teológica, Tomás de Aquino[63] .

 

Diz-se que a sinderese é a lei de nossa mente, pois trata-se do hábito que contém os preceitos da lei natural, que são os princípios primeiros das ações humanas"
 
Suma Teológica, Tomás de Aquino[64] [65] .

 

De acordo com ele, "...todos os atos da virtude são prescritos pela lei natural: como a razão de cada um naturalmente dita que ele aja virtuosamente. Mas se falarmos de atos virtuosos considerados em si mesmos, ou seja, em suas próprias espécies, segue que nem todos os atos virtuosos são prescritos pela lei natural: pois muitas coisas são realizadas virtuosamente, mas cuja natureza não se inclinava para inicialmente; mas que, pelo inquérito da razão, foram percebidas pelos homens como condutivas ao bem estar". A conclusão é que é necessário determinar se estamos falando de atos virtuosos sob o aspecto das virtudes ou como um ato per se, em sua própria espécie[66] .

Tomás definiu as quatro virtudes cardinais como sendo prudência, temperança,justiça e coragem (ou "fortaleza"). Segundo ele, elas não naturais, reveladas na natureza e inerentes a todos. Há, porém, três virtudes teológicas: , esperançacaridade. Estas, por outro lado, são algo sobrenaturais e distintas das demais em seu objeto: Deus. Segundo o próprio Aquino:

Agora o objeto das virtudes teológicas é o próprio Deus, que é a última finalidade de tudo e acima do conhecimento da nossa razão. Por outro lado, o objeto das virtudes morais e intelectuais é algo compreensível à razão humana. Por isso, as virtudes teológicas são especificamente distintas das virtudes morais e intelectuais
 
Suma Teológica, Tomás de Aquino[67] .

 

Avançando o raciocínio, Tomás distingue quatro tipos de lei que governam os atos humanos: eterna, natural, humana e divina. "Lei eterna" é o decreto divino que governa toda criação, a "lei que é a Razão Suprema e não pode ser compreendida senão como algo imutável e eterno"[68] . "Lei natural" é a "participação" humana na "lei eterna" descoberta pela razão[69] e baseada nos "princípios primeiros": "...este é o primeiro preceito da lei, que o bem deve ser feito e promovido e o mal, evitado. Todos os demais preceitos da lei natural se baseiam neste..."[70] . Se a lei natural contém vários preceitos ou apenas este, o próprio Aquino esclarece: "todas as inclinações de quaisquer partes da natureza humana, como por exemplo as partesconcupiscentes e irascíveis, na medida em que são governadas pela razão, pertencem à lei natural e se reduzem ao primeiro preceito, como afirmando acima: pois os preceitos da lei natural são muitos em si próprios, mas são todos baseados numa fundação comum"[71] .

O desejo de viver e procriar são considerados por Tomás entre os valores básicos (naturais) do homem, sobre os quais todos os demais valores humanos estão baseados. De acordo com Tomás, todas as tendências humanas estão aparelhadas o "bem" real humano. E no caso destes dois desejos, a natureza humana em questão é o matrimônio, o presente completo de uma pessoa a outra que assegura uma família às crianças e um futuro à humanidade[72] . Para os cristãos, Tomás definia que o amor era "desejar o 'bem' de outro"[73] .

Sobre a "lei humana", Aquino conclui "...que, assim como no caso da razão especulativa, na qual tiramos conclusões em várias ciências a partir de princípios não demonstráveis e naturalmente conhecidos, conclusões estas não comunicadas a nós pela natureza, mas adquiridas pelos esforços da razão, é assim também com os preceitos da lei natural, pois a partir de princípios gerais e indemonstráveis, a razão humana precisa avançar para uma determinação mais precisa de certos assuntos. Estas determinações particulares, criadas pela razão humana, são chamadas de leis humanas desde que as outras condições essenciais da lei sejam observadas...", ou seja, a "lei humana" é a lei positiva, a lei natural aplicada pelos governos às sociedades[74] .

Leis naturais e humanas não são adequadas sozinhas. A necessidade humana de que seu comportamento seja dirigido fez necessária a existência da "lei divina", que é a lei especificamente revelada nas Escrituras. Segundo Aquino, "O apóstolo diz: «Pois mudado que seja o sacerdócio, é necessário que se faça também mudança da Lei.» (Hebreus 7:12) Mas o sacerdócio tem duas facetas, como afirmado na própria passagem, viz., os sacerdócio levita e o sacerdócio de Cristo. Portanto, a lei divina tem também duas facetas, a Antiga Lei e aNova Lei"[75] .

Aquino se refere aos animais como estúpidos e que a ordem natural declarou que eles foram criados para uso humano. Ele negava que os homens tinham qualquer dever de caridade para com os animais por não serem eles "pessoas". Se não fosse assim, seria ilegal utilizá-los como fonte de alimento. Porém, este racional não dava aos homens permissão para serem cruéis com eles, pois "hábitos cruéis podem transbordar para o nosso tratamento dos seres humanos"[76] [77] .

Ainda tratando de ética e justiça, Aquino deu grandes contribuições para o pensamento econômico medieval. Ele tratou do conceito depreço justo, normalmente o preço de mercado ou o regulamentado e suficiente para cobrir o custo de produção do vendedor. Ele argumentava que era imoral para os vendedores aumentarem os preços simplesmente por que os compradores estavam em algum momento precisando demais do produto[78] [79]

Aquino acreditava que a verdade é conhecida pela razão ("revelação natural") e pela fé ("revelação sobrenatural"). Esta tem sua origem na inspiração pelo Espírito Santo e está disponível através do ensinamento dos profetas, reunidos nas Escrituras e transmitidos pelomagisterium, coletivamente chamado de "tradição". Já a revelação natural é a verdade disponível a todos através da natureza humana e dos poderes da razão, por exemplo aplicando métodos racionais para perceber a existência de Deus.

Assim, apesar de se poder deduzir a existência e os atributos de Deus através da razão, certas especificidades só podem ser conhecidas através da revelação especial de Deus em Jesus Cristo. Os principais componentes teológicos do cristianismo, como aTrindade e a Encarnação, são revelados nos ensinamentos da Igreja e nas Escrituras; não podem, portanto, ser deduzidos pela razão humana.

 

Aquino acreditava que a existência de Deus era auto-evidente, mas não era evidente para os homens. "Portanto, digo que esta proposição, 'Deus existe', em si mesma, é auto-evidente, pois opredicado é o mesmo que o sujeito... Agora, como não conhecemos a essência de Deus, a proposição não é auto-evidente para nós e precisa ser demonstrada por coisas que são-nos mais conhecidas, apesar de menos conhecidas em sua própria natureza - nomeadamente, pelos efeitos"[86] .

 

Ele acreditava também que se poderia demonstrar a existência de Deus. De forma breve na "Suma Teológica" e mais extensivamente na "Suma contra os Gentios", Aquino considera em detalhes seus cinco argumentos para a existência de Deus, amplamente conhecidos como "quinque viae"("cinco vias"):

  • Movimento: algumas coisas indubitavelmente mudam sem serem capazes de provocar seu próprio movimento. Como, segundo o racional de Tomás, não pode haver uma cadeia infinita de causas para um movimento, decorre que deve existir um "Primeiro Movimentador", não movido por nada anterior e este seria o que todos entendem como sendo "Deus".
  • Causa: como no caso do movimento, nada é causa de si próprio e uma cadeia causal infinita seria impossível, deve haver uma "Primeira Causa", conhecida por "Deus". Aquino neste caso baseia-se nas assertivas de Aristóteles sobre os princípios do ser. O conceito de Deus como prima causa ("causa primeira") deriva do conceito aristotélico do "movedor imovível"[87] .
  • Existência do necessário e do desnecessário: nossa experiência inclui coisas que certamente existem, mas que são, aparentemente, desnecessárias. Porém, não é possível que tudo seja desnecessário, pois então, quando nada houver [que seja necessário], nada existiria. Portanto, somos compelidos a supor que existe algo que existe "necessariamente", cuja necessidade deriva de si próprio; na realidade, ele próprio seria a necessidade para que tudo o mais existisse. Este seria Deus.
  • Gradação: se podemos perceber uma gradação nas coisas no sentido de que algumas são mais quentes, boas etc., deve haver umsuperlativo que é a coisa mais verdadeira e nobre e, portanto, a que "existe mais completamente". Esta, então, seria Deus.
  • Tendências ordenadas da natureza: uma direção para as ações em direção a uma finalidade se percebe em todos os corpos governados pela lei natural. As coisas sem consciência tendem a ser guiadas pelos que a tem. A isto chamamos "Deus"[88] .

Sobre a natureza de Deus, Aquino acreditava que a melhor abordagem, geralmente chamada de via negativa em latim, é considerar o que Deus "não é". Seguindo assim, ele propôs cinco expressões sobre as qualidades divinas:

  • Deus é simples, sem composição de partes - como "corpo" e "alma" ou "matéria" e "forma"[89] .
  • Deus é perfeito, nada Lhe-falta. Ou seja, Deus é diferente dos demais seres por Sua completa realização[90] . Tomás definiu Deus como "Ipse Actus Essendi subsistens" ("subsistente ato de ser")[91] .
  • Deus é infinito. Ou seja, Deus não finito no sentido que os seres criados são física, intelectual e emocionalmente limitados. Esta infinidade deve ser diferenciada da simples infinidade de tamanho ou número[92] .
  • Deus é imutável, não passível de mudanças de caráter ou essência[93] .
  • Deus é uno, sem diversificação em si próprio. A unidade de Deus é tal que Sua essência é idêntica à Sua existência. Nas palavras de Tomás, "em si mesma, a proposição 'Deus existe' é necessariamente verdadeira, pois, nela, sujeito e predicado são o mesmo"[94] .

 

O objetivo da união com Deus tem implicações para a vida das pessoas na terra. Segundo Tomás, a vontade dos indivíduos deve ser dirigida às coisas corretas, como caridade, paz e santidade. Ele via nesta orientação como um caminho para a felicidade e estruturou suas ideias sobre a vida moral à volta desta crença. A relação entre a vontade e o objetivo da vida é antecedente na natureza "por que a retidão da vontade consiste em ser obedientemente dirigida ao objetivo final [a visão beatífica]". Os que buscam verdadeiramente entender e ver Deus irão necessariamente amar o que Ele ama, um amor que requer moralidade e aparece nas escolhas cotidianas dos homens[102] .

ele aceita que a alma continue existindo depois da morte do corpo. Como ele aceita também que ela é a forma do corpo, Aquino defende que o ser humano, assim como todas as coisas materiais, é um composto de "forma" e "matéria", uma versão do hilemorfismo aristotélico. A forma substancial (a alma humana) configura (define) a matéria-prima (o corpo) e é assim que um composto material se enquadra numa determinada espécie; no caso dos homens, a do "animal racional"[106] . Portanto, o ser humano seria um composto de forma-matéria organizado para ser um animal racional. A matéria não pode existir sem ser configurado por uma forma, mas esta pode existir sem a matéria, o que abre espaço para a crença da separação da alma do corpo. Aquino afirma que a alma coexiste nos mundos material e espiritual e, portanto, tem algumas caraterísticas materiais e outras imateriais (como o acesso aos universais).

Finalmente, Aquino rejeitava a ideia de que a ressurreição necessite de alguma forma de dualismo (entre corpo e alma como distintos), defendendo que alma (parte do composto forma-matéria) persistia depois da morte e à corrupção do corpo, sendo capaz de existência autônoma no período entre a morte e a ressurreição. Ele sabe que os seres humanos são essencialmente físicos, mas que esta "fisicalidade" tem um espírito capaz de retornar a Deus depois da vida[107] . Para ele, as recompensas e punições da vida depois da morte não são "apenas" espirituais. Por isso, a ressurreição é uma parte importante de sua filosofia sobre a alma. O homem é realizado e completo no corpo físico e, portanto, a vida eterna deve contar com almas materializadas em corpos ressuscitados. Além da recompensa espiritual, os homens podem então esperar o gozo de bençãos materiais e físicas[107] .

Aquino afirma claramente sua posição sobre a ressurreição e a utiliza para defender sua filosofia da justiça: a promessa da ressurreição compensa os cristãos que sofreram neste mundo através de uma união celeste com o divino. Em suas palavras, "se não há ressurreição dos mortos, segue que não há nada de bom para os seres humanos fora desta vida"[108] . Assim, a esperança da ressurreição seria responsável pelo ímpeto para as pessoas na terra abrirem mão de prazeres nesta vida; aqueles que se prepararam para a vida depois da morte, moral e intelectualmente, receberão recompensas ainda maiores pela graça divina. Aquino insiste que a beatitude será conferida por mérito e irá tornar as pessoas mais capazes de conceber o divino. Na mesma linha, a punição também está diretamente relacionada com esta preparação e as ações na terra[108] .

Mundividência

http://jas-mim.blogspot.pt/2013/02/mundividencia.html

 

Onésimo Teotónio Almeida: Sobre o conceito de mundividência, não creio tratar-se de uma teoria revolucionária, mas apenas de se reconhecer que há visões do mundo irredutíveis entre si e que as sociedades se organizam mais ou menos coerentemente dentro delas. Na minha tese sobre ideologia apercebi-me de que o conceito de mundividência era mais abrangente  por incorporar a ideologia no segmento emotivo do nosso universo individual, o que abrange a Ética e a Estética. Em última análise, todos os segmentos radicam-se em crenças metafísicas, e quase sempre religiosas, e nelas assenta toda a construção cultural de quem as habita. É dessa realidade que falamos quando usamos o termo «mundividência» ou «visão do mundo». Era essa uma das minhas conclusões (…) Cada um de nós organiza todo esse conjunto à sua maneira e sob influências várias, sobretudo do meio em que foi educado, cresceu e convive. Essa complexa rede de crenças, valores, desejos, necessidades, interesses, informação acumulada, e o mais que se quiser, organiza-se mais ou menos coerentemente naquilo a que se chama mundividência ou visão do mundo. Todos temos a nossa. É nela, ou a partir dela, que intervimos socialmente e nos definimos no nosso agir. Isso põe-nos todos no mesmo barco e na irremediável necessidade de negociarmos o nosso espaço. As alternativas são a intolerância e a guerra.



A mundividência ou mundivisão (e em espanhol também se diz mundivisión) é a visão, a concepção, que uma determinada pessoa tem do mundo. A mundivivência é a vivência do mundo, a experiência que se tem do mundo.

 

 

Foucault

http://www.revistacinetica.com.br/cep/miguel_angelo.htm

 

Escreveu Miguel Ângelo sobre a teoria de Foucault: 

 

Em outras palavras, a constituição social do indivíduo, a partir da construção de verdades, seja pelo mesmo ou pelo outro, traz em seu bojo o jogo de forças do exercício do poder

Aqui temos: poder, sujeição, confinamento, disciplina e verdade. A crítica do sujeito, já em prática desde o anti-humanismo de Foucault dos anos 60, no fundo, é uma crítica do poder na sua relação com a verdade.

na obra Vigiar e Punir. Aqui, Foucault dirá: “Uma ‘anatomia política’, que é igualmente uma ‘mecânica do poder’, está nascendo; ela define como se pode ter domínio sobre o corpo dos outros, não simplesmente para que façam o que se quer, mas para que operem como se quer, com as técnicas, segundo a rapidez e a eficácia que se determina”. E terminará dois parágrafos à frente com uma bela definição: “A disciplina é uma anatomia política do detalhe.

“A disciplina ‘fabrica’ indivíduos; ela é a técnica específica de um poder que toma os indivíduos ao mesmo tempo como objetos e como instrumentos do seu exercício”

A categorização da população, da higiene, da saúde pública, da segurança (com o seu mais fiel instrumento e que tanto continua a normalizar o corpo: a polícia), farão parte desta nova forma de exercício do poder: a biopolítica. Aqui, não se trata mais de disciplinar o corpo, se trata da “vida dos homens, (...), ela se dirige não ao homem-corpo, mas ao homem vivo, ao homem ser vivo; no limite, ao homem-espécie”

A conduta não mais do homem como indivíduo disciplinado, mas da população como contingente economicamente regulada.

mais do que disciplinar e vigilante, a sociedade se caracteriza por um controle virtual do indivíduo e da população. As novas tecnologias do século XX (tecnologias audiovisuais, Internet, cartões de crédito etc.), empreendendo o deslocamento das relações de poder para o campo virtual, caracterizam a nova forma do poder: a sociedade de controle.

Foucault nos mostrou a “sociedade de seqüestro”, Deleuze aquela do controle, a da “fabricação da miséria humana”.

 

 

http://www.ibamendes.com/2011/02/foucault-e-deleuze-do-poder-disciplinar.html

 

Um pouco mais sobre Foucault, por Iba Mendes:

 

em Vigiar e Punir (FOUCAULT, 2004 a), que a sociedade moderna, por meio de práticas disciplinares, construiu um sistema de poder baseado no controle e na submissão dos corpos.

Na torre poderia haver um vigia ou não. O importante é que o sujeito vigiado jamais tinha a certeza disso. Ele sabia que poderia estar sendo vigiado e isso era suficiente para mantê-lo disciplinado. Foucault (2004 a, p. 218), escreve que o panóptico representava “Um olhar que vigia e que cada um, sentindo o peso sobre si, acabará por interiorizar, a ponto de observar a si mesmo; sendo assim, cada um exercerá esta vigilância sobre e contra si mesmo” (Idem, p. 218).

 

Deleuze e a sociedade de controle

https://cienciastecnologiassociedades.files.wordpress.com/2011/09/deleuze-gilles-post-scriptum-sobre-as-sociedades-de-controle.pdf

 

Escreve Deleuze:

 

Encontramo-nos numa crise generalizada de todos os meios de confinamento, prisão, hospital, fábrica, escola, família. A família é um "interior ", em crise como qualquer outro interior, escolar, profissional, etc. Os ministros competentes não param de anunciar reformas supostamente necessárias. Reformar a escola, reformar a indústria, o hospital, o exército, a prisão; mas todos sabem que essas instituições estão condenadas, num prazo mais ou menos longo. Trata-se apenas de gerir sua agonia e ocupar as pessoas, até a instalação das novas forças que se anunciam. São as sociedades de controle que estão substituindo as sociedades disciplinares. "Controle" é o nome que Burroughs propõe para designar o novo monstro, e que Foucault reconhece como nosso futuro próximo. Paul Virillo também analisa sem parar as formas ultrarápidas de controle ao ar livre, que substituem as antigas disciplinas que operavam na duração de um sistema fechado

Os confinamentos são moldes, distintas moldagens, mas os controles são uma modulação, como uma moldagem auto-deformante que mudasse continuamente, a cada instante, ou como uma peneira cujas malhas mudassem de um ponto a outro. Isto se vê claramente na questão dos salários

Se os jogos de televisão mais idiotas têm tanto sucesso é porque exprimem adequadamente a situação de empresa. A fábrica constituía os indivíduos em um só corpo, para a dupla vantagem do patronato que vigiava cada elemento na massa, e dos sindicatos que mobilizavam uma massa de resistência; mas a empresa introduz o tempo todo uma rivalidade inexpiável como sã emulação, excelente motivação que contrapõe os indivíduos entre si e atravessa cada um, dividindo-o em si mesmo.

Nas sociedades de disciplina não se parava de recomeçar (da escola à caserna, da caserna à fábrica), enquanto nas sociedades de controle nunca se termina nada, a empresa, a formação, o serviço sendo os estados metaestáveis e coexistentes de uma mesma modulação, como que de um deformador universal.

As sociedades disciplinares têm dois pólos: a assinatura que indica o indivíduo, e o número de matrícula que indica sua posição numa massa

Foucault via a origem desse duplo cuidado no poder pastoral do sacerdote - o rebanho e cada um dos animais - mas o poder civil, por sua vez, iria converter-se em "pastor" laico por outros meios). Nas sociedades de controle, ao contrário, o essencial não é mais uma assinatura e nem um número, mas uma cifra: a cifra é uma senha, ao passo que as sociedades disciplinares são reguladas por palavras de ordem (tanto do ponto de vista da integração quanto da resistência). A linguagem numérica do controle é feita de cifras, que marcam o acesso à informação, ou a rejeição. Não se está mais diante do par massa-indivíduo. Os indivíduos tornaram-se "dividuais", divisíveis, e as massas tornaram-se amostras, dados, mercados ou "bancos". É o dinheiro que talvez melhor exprima a distinção entre as duas sociedades, visto que a disciplina sempre se referiu a moedas cunhadas em ouro - que servia de medida padrão - , ao passo que o controle remete a trocas flutuantes, modulações

A velha toupeira monetária é o animal dos meios de confinamento, mas a serpente o é das sociedades de controle. Passamos de um animal a outro, da toupeira à serpente, no regime em que vivemos, mas também na nossa maneira de viver e nas nossas relações com outrem. O homem da disciplina era um produtor descontínuo de energia, mas o homem do controle é antes ondulatório, funcionando em órbita, num feixe contínuo. Por toda parte o surf já substituiu os antigos esportes.

 

 Os anéis de uma serpente são ainda mais complicados que os buracos de uma toupeira.

 

Deleuze

Group observation and interaction processes - ROBERT BALES

http://infed.org/mobi/robert-freed-bales-group-observation-and-interaction-processes/

 

Robert Freed Bales, group observation and interaction processes

Picture: R. F. BalesRobert Freed Bales, group observation and interaction processes. R. F. Bales pioneered the development of systematic methods of group observation and measurement of interaction processes. In this brief article we survey his contribution.

contents : introduction · group observation and interaction processes · conclusion ·references · how to cite this piece

Robert Freed Bales (1916-2004) was the Professor of Social Relations and Director of the Laboratory of Social Relations at the University of Harvard. His main research centred on interpersonal interaction in small groups. Influenced by the work of Kurt Lewin he hoped to document recurring patterns which could be used when forming and facilitating problem-solving groups.

Bales first entered the University of Oregon on a music scholarship – but was graduate and to receive an M.Sc in Sociology. He then went on to study for a PhD under Talcott Parsons at the University of Harvard – receiving his award in 1945 (Kagan et. al. 2006). Talcott Parsons invited Robert Freed ales to join the new Department of Social Relations – where he stayed until his retirement in 1986 (op. cit.). A memorial minute from the Faculty of Arts and Sciences at Harvard University records:

He was trusted and admired by colleagues in each discipline. They and his students regarded him with deep affection. Freed was one of few faculty members in Social Relations who had moral authority derived from his colleagues’ recognition that he placed the welfare of the department above personal motives. (2005 quoted by Kagan et. al. 2006)

As Kahan et. al. (2005) comment his work was widely recognized. He received the Distinguished Career Award of the American Association of Specialists in Group Work in 1982, the Cooley-Mead Award of the American Sociological Association in 1983, and the Distinguished Teaching Award of the American Psychological Foundation in 1984.

Group observation and interaction processes

Bales pioneered the development of systematic methods of group observation and measurement of interaction processes. His first coding system was Interactive Process Analysis (IPA) (which was used to classify group behaviour into that which was task-oriented and that which was relationship-oriented) (Bales 1950).

The system was revised in 1970 in the SYMLOG system (Systematic Multiple Level Observation of Groups). It was based on the assumption that three fundamental dimensions structure interactions in groups:

Dominance/submission. Is this member active, outgoing, and talkative – or passive, quiet and introverted?

Friendliness/unfriendliness. Is this member warm, open and positive – or negative and irritable?

Acceptance of authority/non-acceptance of authority. Is this member analytical, and task-oriented – or emotional, untraditional and (possibly) resentful. (Forsyth 2006: 41)

Conclusion

Bales’ work exerted considerable influence on the study of group psychology in the second half of the twentieth century

References

Bales, Robert Freed (1950) Interaction Process Analysis: A Method for the Study of Small Groups. Cambridge, Mass. : Addison-Wesley.

Bales, Robert Freed (1970) Personality and interpersonal behavior. New York, Holt, Rinehart, and Winston.

Bales, Robert Freed (1999) Social Interaction Systems: Theory and Measurement. New Brunswick, N.J. ; London : Transaction.

Bales, Robert F. and Stephen P. Cohen with the assistance of Stephen A. Williamson (1979) SYMLOG : a system for the multiple level observation of groups. New York : Free Press ; London : Collier Macmillan.

Hare, A. Paul Edgar F. Borgatta and Robert F. Bales. (eds.) (1955) Small groups : studies in social interaction. New York : Alfred A. Knops.

Kagan, Jerome et. al. (2006) ‘Robert Freed Bales. Faculty of Arts and Sciences – Memorial Minute’, Harvard University Gazette. [http://www.news.harvard.edu/gazette/2006/04.20/20-mm.html. Accessed December 1, 2008].

Parsons, Talcott and Robert F Bales in collaboration with Philip E Slater, Morris Zeldich and James Olds (1956) Family Socialization and Interaction Process. London: Routledge and Kegan Paul.

Links

Syracuse University: Peter Blanck interviews Professor Robert Freed Bales about his career developing practical methods of observation under adverse conditions in the field.

Acknowledgement:

How to cite this piece: Smith, Mark K. (2008) ‘Robert Freed Bales, group observation and interaction processes’, the encyclopaedia of informal education. [http://infed.org/mobi/robert-freed-bales-group-observation-and-interaction-processes/. Retrieved: insert date]

© Mark K Smith 2008

links

cyberstalking

 

http://www.trutv.com/library/crime/criminal_mind/psychology/cyberstalking/2.html

 

http://www.imdb.com/title/tt0175963/plotsummary?ref_=tt_ov_pl

 

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http://www.wxyz.com/dpp/news/a-disturbing-case-surrounding-alleged-cybe-rstalking-and-extortion-starts-in-ann-arbor-with-a-text

 

http://miami.cbslocal.com/2013/05/26/cyberstalking-on-the-rise/

 

 

cyberbullying

 

http://cyberbullying911.blogspot.pt/p/blog-page.html

 

http://www.puresight.com/Real-Life-Stories/real-life-stories.html

 

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